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Episódio 4

Faça você mesmo

As raras ocasiões em que a falta de experiência pode ser um dom

08 DEZ 2022

No primeiro ato: um Gaudí em solo brasileiro, um “diabinho de pessoa”, ou ambos? A história de Antonio Virzi, o arquiteto polêmico por trás de um dos prédios mais estranhos que o Rio de Janeiro já viu. Por Flora Thomson-DeVeaux.

No segundo ato: por um curto período de tempo entre o fim dos anos 1980 e o começo dos 1990, o Brasil foi mais seguro do que é hoje para uma pessoa que queira ou precise fazer um aborto. Mas foi meio sem querer. Por Natália Silva.

APRESENTAÇÃO ATO 1


Marreta nas bonecas

Há alguns anos, a Flora Thomson-DeVeaux estava lendo um livro sobre as ruas do Rio de Janeiro quando ela se deparou com uma frase enigmática. O autor comentava prédios marcantes da Rua da Glória; numa determinada altura ele mencionava, sem explicar mais nada, a construção “mais bizarra” que a cidade já tinha visto. Nasceu uma obsessão: com o prédio bizarro, que vinha a ser a Fábrica do Elixir de Nogueira, e o arquiteto que criou aquela bizarrice, um italiano chamado Antonio Virzi. Um passeio pela vida, as obras, e as tretas desse arquiteto sui generis.

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Castelinho Villino Silveira, na Rua do Russel, bairro Glória, Rio de Janeiro.

Castelinho Villino Silveira, na Rua do Russel, bairro Glória, Rio de Janeiro. © Google Street View

Recorte de jornal com a notícia do desabamento do castelinho Villino Silveira.

Recorte de jornal com a notícia do desabamento do castelinho Villino Silveira.© Arquivo Correio da Manhã

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.© Blog Foi um RIO que passou

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.© Blog Foi um RIO que passou

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.

Detalhe do prédio que abrigou a fábrica do Elixir de Nogueira, projetado por Antonio Virzi.© Blog Foi um RIO que passou

Casa Villiot, em Copacabana, chamada de “Casa Sem Janelas”. Hoje abriga uma biblioteca.

Casa Villiot, em Copacabana, chamada de “Casa Sem Janelas”. Hoje abriga uma biblioteca.© Google Street View

Casa da Quina, construída por Virzi em Niterói (RJ).

Casa da Quina, construída por Virzi em Niterói (RJ).© Google Street View

APRESENTAÇÃO ATO 2


No balcão da farmácia

Às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, o debate entre os presidenciáveis teve um momento inesperado de “merchan”. Lula cobrava a incoerência de seu rival, hoje contra o aborto, mas que já tinha defendido a distribuição de pílulas abortivas – e Bolsonaro, indignado, soltou: “Abortivo é o Cytotec!”

Para muita gente, foi a primeira vez que ouviram o nome. Mas para outros, Cytotec era um velho conhecido – pro bem e pro mal. Mergulhamos na longa história de como um medicamento para gastrite e úlceras transformou a vida das mulheres brasileiras, e foi transformado por elas.

REFERÊNCIAS DESTE EPISÓDIO

Ato 1: Marreta nas bonecas

“Antonio Virzi, arquiteto”, de Maria Helena Hermes (2011) – biografia resumida mostra as referências que ele trouxe da Itália

“Os prédios mais extravagantes do Rio”, por Rafael Santo Sé (Veja Rio, 2017)

“História das Ruas do Rio de Janeiro,” de Brasil Gerson (1954) – o livro onde tudo começou, esgotado porém disponível nos melhores sebos do Brasil

“Foi um RIO que passou”, blog de André Decourt (2018) – detalhes da fábrica do Elixir de Nogueira

Ato 2: No balcão da farmácia

“Cytotec in Brazil: ‘At least it doesn’t kill'” (1993), artigo que relata o impacto do medicamento sobre a saúde de mulheres que abortavam clandestinamente

“Aborto e Saúde Pública no Brasil: 20 anos”, livro do Ministério da Saúde (2009) que sistematizou 20 anos de publicações sobre o tema do aborto no Brasil

“Misoprostol and congenital malformations”, artigo da Lancet (1991) que serviu de base para as primeiras proibições de venda do Cytotec no Brasil

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créditos do episódio
Apresentação Branca Vianna
Reportagem ato 1 Flora Thomson-DeVeaux
Reportagem ato 2 Natália Silva
Direção criativa Paula Scarpin e Flora Thomson-DeVeaux
Direção executiva Guilherme Alpendre
Gerente de criação Tiago Rogero
Gerente executiva Marcela Casaca
Gerente de Estratégia Juliana Jaeger
Produtores sênior Vitor Hugo Brandalise e Évelin Argenta
Produtores Bárbara Rubira, Clara Rellstab, Claudia Holanda, Gabriela Varella, Júlia Matos e Natália Silva.
Apoio de montagem Rachel Araújo
Desenho de som Paula Scarpin
Checagem Marcella Ramos e Plínio Lopes
Música original Victor Rodrigues Dias e Blue Dot
Mixagem Pipoca Sound
Promoção e a distribuição Bia Ribeiro e FêCris Vasconcellos
Redes sociais Eduardo Wolff
Designer Mateus Coutinho
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